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ESCUTANDO A VERGONHA

A vergonha é uma epidemia silenciosa, o segredo por trás de várias formas de desvios comportamentais. EM sua palestra ESCUTANDO A VERGONHA, Brené Brown, cuja palestra anterior sobre vulnerabilidade tornou-se sucesso viral, explora o que pode acontecer quando as pessoas se confrontam com suas vergonhas. Seu próprio humor, humanidade e vulnerabilidade brilham através de cada palavra.


Vergonha é uma condição psicológica e uma forma de controle religioso, político, judicial e social, consistindo de ideias, estados emocionais, estados fisiológicos e um conjunto de comportamentos, induzidos pelo conhecimento ou consciência de desonra, desgraça ou condenação. O terapeuta John Bradshaw conceitua a vergonha como a “emoção que nos deixa saber que somos finitos”. A vergonha de si mesmo pode ser internalizada como identidade após um ultraje. Uma pessoa pode sentir que sua dignidade foi permanentemente perdida, seja por fazer parte de um grupo que é socialmente estigmatizado ou por vivenciar ultraje ou ridículo. As crianças são especialmente vulneráveis à formação de uma identidade de vergonha própria durante seu desenvolvimento.

Geralmente, a vergonha é também considerada um dos pilares da socialização em todas as sociedades. Ela é amparada em precedentes legais como um pilar de punição e correção ostensiva.

A vergonha tem sido vinculada ao narcisismo na literatura psicanalítica. Ela é uma das emoções mais intensas. O indivíduo que a experimenta pode sentir-se totalmente desprezível, inútil e sentir que não há redenção.

De acordo com a antropóloga Ruth Benedict, as culturas podem ser classificadas por sua ênfase em usar vergonha ou culpa para regular as atividades sociais de seus membros. Algumas culturas asiáticas, China e Japão por exemplo, são consideradas culturas da vergonha. As culturas européias e americanas modernas, como a dos Estados Unidos, são consideradas culturas da culpa. Por exemplo, a sociedade tradicional japonesa e a da Grécia Antiga são por vezes ditas serem “baseadas na vergonha” em vez de “baseadas na culpa”, visto que as conseqüências sociais de “ser apanhado” são vistos como mais importantes do que os sentimentos do indivíduo ou experiências do agente.

A violação das opiniões compartilhadas e comportamentos esperados de um indivíduo causam o sentimento de vergonha pela reprovação associada e dessa forma são muito eficientes em pautar o comportamento de um grupo ou sociedade.

A vergonha é a forma favorita de controle usada pelas pessoas que cometem a “agressão relacional”, também conhecida (incorretamente) como “bullying feminino”. Ela é uma arma potente no âmbito do casamento, da família e da religião. Ela é também utilizada nos locais de trabalho como uma forma de controle social ou agressão dissimulada.

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