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ALEGRIA DA MUDANÇA

ALEGRIA DA MUDANÇA – por Globo Repórter

Brasileiro abandona carreira de sucesso nos EUA para ser feliz com vida simples no Brasil. A vida de consumo, glamour, trouxe apenas a ilusão da felicidade. Após oito anos no exterior, o economista Rafael Longo decidiu mudar de país e de vida.

O doce sabor de uma vida transformada.

“Gosto de dançar. Você fixa o pé em um lugar aí você pode mexer todo o resto do corpo”, conta o economista Rafael Longo.

De um homem fiel a suas escolhas. Rafael logo já entrou na dança do mercado financeiro. O economista foi executivo de um grande banco nos Estados Unidos. Ganhava o equivalente a R$ 80 mil por mês. Comprou uma casa em Miami e viajou o mundo.

“Comprava bastante coisa, vivia de uma forma muito confortável. Tinha grana para gastar. Estava rico. Tinha bastante dinheiro sim. Dinheiro não era problema não”, conta.

A vida de consumo, glamour, trouxe apenas a ilusão da felicidade. Após oito anos no exterior, Rafael decidiu mudar de país e de vida.

“Quando eu larguei o trabalho para tentar fazer aquilo que eu estava a fim de fazer, a primeira coisa que meus amigos falaram foi: ‘você está louco’. Eu estava só cumprindo ordens, eu estava fazendo uma coisa que qualquer pessoa poderia fazer, eu não conseguia me identificar com aquele tipo de trabalho. Eu não estava feliz”, lembra.

Ele voltou para o Brasil e reduziu os rendimentos em 95%. Passou a dar aulas de economia e mais tarde complementou a renda com a tradução de livros.

“A ideia era controlar meu tempo. Diferente de quando você é empregado de uma empresa, que você tem que chegar no horário que a empresa determina e sair na hora que ela quer, eu queria uma reviravolta nessa questão”, diz Rafael.

Com mais tempo livre, Rafael se dedicou a outras atividades, como a literatura e a música.

“Quando eu era pequeno, a gente gostava de desenhar, a gente gostava de dançar, gostava de cantar. Conforme a gente vai ficando velho, a gente vai ficando sério, mais profissional, e aí vai fazendo as coisas de um jeito que acaba ficando automático e abandona aquela alegria. Eu acho que as pessoas têm que se permitir mais. Hoje parece que a felicidade fica muito presa a questão do dinheiro”, comenta Rafael.

Rafael se divorciou e vive sozinho. Não tem empregada. Faz todo o trabalho doméstico. Nem para cuidar do visual ele precisa de ajuda.

A garagem de casa ganhou som e iluminação para os dias de festa.

“Antes eu pensei em fazer um escritório, mas agora tem um objetivo muito melhor. Aviso o pessoal: ‘está aberta a garagem, a partir das 17h, quem quiser aparecer, aparece’. Já dei festa aqui para mais de 80 pessoas. Põe as caixas de som, vira para dentro e fica, fica até a polícia aparecer”, brinca Rafael.

Uma nova realidade, com casa simples e veículo popular. Se bem que o veículo mais usado é a bicicleta.

“Eu quero gastar menos, para ter que ganhar menos e ter que trabalhar menos, e deixar tempo para poder fazer as outras coisas que eu gosto de fazer na vida”, explica Rafael.

Para Rafael Longo, felicidade é tomar as rédeas da vida e ditar o ritmo da dança.

“Eu não fico reclamando da vida, não fico chorando pelos cantos. Eu estou contente com as decisões que eu tomei, eu estou contente com o rumo que minha vida tomou. Nesse sentido, se quiser chamar de feliz, pode chamar”, completa Rafael.

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