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IDENTIDADE SOCIAL

IDENTIDADE SOCIAL – por Hudson A. R. Bonomo

A construção da identidade é social e acontece durante toda, ou grande parte, da vida dos indivíduos. Desde o seu nascimento o homem inicia uma longa e perene interação com o meio em que está inserido, a partir da qual construirá não só a sua identidade, como a sua inteligência, suas emoções, seus medos, sua personalidade, etc. Apesar de alguns traços desenvolvimentais serem comuns a todas as pessoas, independente do meio e da cultura em que estejam inseridas, há determinadas características do desenvolvimento que se diferem em grande escala quando há diferenças culturais. A construção da identidade é um desses fatores relacionados ao desenvolvimento que tem íntima, senão total, dependência da cultura e da sociedade onde o indivíduo está inserido.

Segundo Erikson (1972): “Em termos psicológicos, a formação da identidade emprega um processo de reflexão e observação simultâneas, um processo que ocorre em todos os níveis do funcionamento mental, pelo qual o indivíduo se julga a si próprio à luz daquilo que percebe ser a maneira como os outros o julgam, em comparação com eles próprios e com uma tipologia que é significativa para eles; enquanto que ele julga a maneira como eles o julgam, à luz do modo como se percebe a si próprio em comparação com os demais e com os tipos que se tornaram importantes para ele.”

Portanto, a construção da identidade é pessoal e social, acontecendo de forma interativa, através de trocas entre o indivíduo e o meio em que está inserido. Esse autor enfatiza, ainda, que a identidade não deve ser vista como algo estático e imutável, como se fosse uma armadura para a personalidade, mas como algo em constante desenvolvimento.

Feita esta introdução, eu definiria a atual interação que desenvolve a identidade pelo social como um:

“Conjunto de ferramentas com o objetivo de auxiliar indivíduos a interagirem uns com os outros e com o meio que convivem, respeitando suas identidades pessoais, para juntos refletirem sobre conceitos e valores que por opção própria e individual, necessitem de um algum processo de mudança através de ações planejadas e incentivadas por um grupo de apoio.”

Referência: ERIKSON, E. H. – Identidade, juventude e crise. Rio de Janeiro: Editora Zahar, 1972.

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